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 O presente Plano Estratégico 2018 – 2028 (PEUEM 2018 – 2028) enquadra-se na Visão da Universidade Eduardo Mondlane, aprovada em 2013, que destaca a investigação como alicerce dos processos de ensino-aprendizagem e extensão.
O PEUEM 2018 – 2028 tem como principal objectivo assegurar que acções estratégicas previstas contribuam para a concretização do desiderato de transformar a UEM numa Universidade de Investigação e, o seu desempenho possa ser avaliado tendo como referência os indicadores estabelecidos nos sete eixos que compõem o PEUEM 2018 - 2028, nomeadamente, Ensino e Aprendizagem, Investigação, Extensão, Governação e Cooperação Universitária, Gestão, Finanças e Recursos Humanos, Património e Infraestruturas e Assuntos Transversais.
No Eixo de Ensino e Aprendizagem os principais desafios são: (i) atrair e admitir os melhores estudantes; (ii) aumentar o acesso e adequação da oferta para a graduação e pós-graduação nos regimes presencial e à distância; (iii) inovar continuamente os métodos de ensino e aprendizagem, centrando o ensino no estudante, incorporando a investigação e a extensão nos currícula e no ensino e aprendizagem; (iv) garantir um ambiente de vida académica conducente a um desenvolvimento integral do estudante, aumentando o acesso e atendimento de estudantes com necessidades educativas especiais; (v) melhorar os processos de gestão académica; e (vi) melhorar e garantir a qualidade.
No Eixo de Investigação os principais desafios estão centrados no(a): (i) apropriação, a todos os níveis, da Política de Investigação da UEM e respectivas Linhas de Investigação; (ii) existência de recursos humanos com experiência e competência para a investigação, inovação e desenvolvimento tecnológico; (iii) reforço da ligação entre formação e investigação, (iv) mobilização de recursos materiais e ferramentas de apoio à investigação e inovação; (v) aumento da produção, produtividade e qualidade dos trabalhos de investigação científica e inovação tecnológica realizados na UEM; (vi) mobilização e alocação eficiente de recursos para apoiar projectos de investigação; (vii) adopção de mecanismos estruturados de disseminação dos resultados de investigação; e (viii) promoção da investigação básica e aplicada, bem como na transferência de tecnologia.
No Eixo de Extensão e Inovação Universitária: (i) normalizar as actividades de extensão; (ii) promover a extensão universitária com impacto transformador na sociedade; (iii) disseminar, de forma estruturada, os resultados das actividades de extensão com vista a ampliar a visibilidade, o alcance e o impacto dos seus resultados; (iv) promover a ligação da Universidade com a Indústria; e (v) promover a inovação baseada na investigação e na parceria com o sector produtivo.
No Eixo de Governação e Cooperação Universitária, os desafios podem ser repartidos em duas áreas, nomeadamente da Governação e da Cooperação. No substrato da governação os principais desafios prendem-se com a necessidade de: (i) garantir a implementação de práticas de governação democrática e colegial a todos os níveis de gestão; (ii) ajustar a estrutura orgânica da UEM e a estrutura académica das unidades orgânicas ao actual nível de desenvolvimento e à visão e missão da instituição; (iii) cultivar o princípio de planificação, prestação de contas, monitoria e avaliações periódicas a todos os níveis de governação e gestão; e (iv) redefinir o lugar e o papel da UEM no desenvolvimento do ensino superior e da investigação em Moçambique.
No substrato da cooperação, continuam a constituir desafios para a UEM o fortalecimento da cooperação nacional, regional e internacional e a maximização e aproveitamento do potencial das redes de parcerias, de modo a intervir activamente nas grandes questões locais, nacionais, regionais e internacionais relacionadas com a inovação e a transferência do conhecimento.
No Eixo de Gestão, Finanças e Recursos Humanos: (i) aumentar a eficiência na gestão de recursos humanos e na utilização e consolidação dos meios informáticos em todas as áreas de gestão de forma integrada; (ii) implementar a Estratégia de Financiamento do Ensino Superior, baseada no desempenho e no aumento da capacidade de mobilização dos fundos competitivos para o ensino e aprendizagem, investigação e extensão; e (iii) racionalizar o Quadro de Pessoal, atrair e reter os quadros comprometidos com os desafios de uma UdI.
No Eixo de Património e Infraestruturas os principais desafios são (i) implementar projectos estruturantes da planta física para responder às necessidades e desafios actuais e futuros da UEM (ii) garantir espaços didácticos apropriados e tecnologicamente actualizados para o ensino e aprendizagem, investigação, e infraestruturas culturais, sociais e desportivas inclusivas; (iii) partilhar espaços disponíveis para a comunidade académica; e (iv) melhorar a infraestrutura física e a conectividade.
No Eixo de Assuntos Transversais, os desafios constatados são: (i) desenvolver um plano organizacional para abordar e integrar assuntos transversais, nomeadamente género, cultura, desporto, meio mbiente, ética, cidadania e saúde; (ii) promover a cultura e o desporto como meios de formação integral do graduado; (iii) promover a equidade do género; e (iv) promover a defesa e a conservação do meio ambiente.